07 Janeiro, 2007

A estonteante Ursula Andress



























Barbara Bouchet: a Loura Estonteante Que Veio da República Checa




A primeira vez que vi Barbara Bouchet, quase enlouqueci.

Nunca imaginei que pudesse haver no mundo uma mulher tão exuberante quanto ela.

Foi em 1972, talvez 1973. Era adolescente, e comprei -- escondido, claro! -- a revista Ele & Ela, que era a única revista masculina brasileira em circulação no início dos anos 70 -- Fairplay tinha acabado, Status e Playboy só iriam ser lançadas anos mais tarde.

Ele & Ela trazia matérias sobre carros, equipamentos de som, medicina, Kinsey, Masters & Johnson, streaking -- lembram disso? -- e, de vez em quando, mostrava "um" peitinho de alguma modelo internacional em ensaios eróticos bem minguados que compunham um poster central e algumas (poucas) páginas de cada edição.

Pois Barbara era o poster e o destaque daquela edição.





A minha primeira impressão sobre ela foi devastadora.

Lá estava ela, em fotos estupidamente sensuais, ainda que pouco reveladoras. Uma loura estonteante!

Barbara Bouchet era a mulher violão por excelência. Seus quadris desafiadoramente desproporcionais ao resto do corpo davam o tom do perigo.

Mas havia equilíbrio no conjunto. Suas curvas combinavam perfeitamente com seus seios pequenos e bem arredondados.

E que olhar tinha essa mulher! Que boca mais sacana! Difícil imaginar um sorriso mais pernicioso do que o dela!




Um detalhe interessante: lembro que essas fotos que Ele & Ela publicou -- não só de Barbara, mas também de outras starlets européias -- eram de Angelo Frontoni, uma espécie de Richard Avedon dá Itália, que clicou e eternizou todas essas herdeiras de Brigitte Bardot surgidas no final da década de 60.

Ainda bem, pois se elas fossem depender dos filmes ligeiros e nada memoráveis -- a não ser pelas cenas de nudez -- que fizeram 30 ou 40 anos atrás, estariam completamente esquecidas hoje.



Barbara nasceu na República Checa em 1943.

Apareceu para o mundo fazendo pontas sexy em filmes americanos bem duvidosos rodados na Europa, como "Hurry Sundown" de Otto Preminger e "Casino Royale", o original.

Mudou-se para Hollywood para tentar papéis melhores, mas o máximo que conseguiu foi fazer pontas em seriados de TV, como "Star Trek" e "James West".

Daí achou melhor esquecer a América, voltar para a Itália, e aproveitar que estava em excelente forma física para daí embarcar no filão altamente rentável das pornochanchadas.

Foi nessas pornochanchadas, que assisti com louvor absoluto nas gloriosas matinês do saudoso Cine Praia Palace, que Barbara Bouchet quase fez com que a minha libido me levasse à loucura -- como naquela história do comendador que fica fascinado pelo outdoor da Anita Ekberg, no curta de Federico Fellini que compoe a coletânea "Boccaccio 70".

Ela era generosa: tirava as roupas várias vezes ao longo desses filmes, e compensava a ausência de planos detalhes mais reveladores de sua anatomia com uma postura em cena sempre cativante e sedutora, que deixava a platéia dos cinemas paralizada e completamente sem rumo.

Por sorte eu morava a apenas um quarteirão do cinema que costumava exibir esses filmes. Ou melhor, o banheiro de casa é que ficava a apenas um quarteirão do cinema.




As últimas vezes que vi Barbara Bouchet no cinema, ela já estava quarentona. Mas continuava exuberante e generosa com seus admiradores.

Participou do primeiro filme da série "Gaiola das Loucas". Fazia a mãe gostosona do filho de Ugo Tognazzi.

Participou também, ao lado de Tognazzi, da versão cinematográfica de "Pato Com Laranja", onde mostrava seu corpo violão bronzeado intocado pelo tempo, coberto apenas por um minúsculo biquini amarelo.

Vi fotos recentes dela, e confesso que fiquei impressionado. De forma positiva. Barbara Bouchet continua uma bela mulher.

Arrisco inclusive dizer -- sem medo de ser grosseiro -- que ela ainda dá um belo caldo.

Barbara tem cara de quem gosta de elogios cafagestes como este.

A absoluta Brigitte Bardot
























27 Outubro, 2006

Ann Margret: Uma Ruiva Para Acabar Com Todas As Outras




Descabelei muito o palhaço por Ann Margret.

Ela era demais. Enlouqueci quando, aos 13 anos de idade, a vi em "Carnal Knowledge" (de Mike Nichols) exibindo seu corpo completamente nu para Jack Nicholson -- que ao longo do filme iria levá-la primeiro ao tédio, depois à loucura, literalmente.

Na época, Ann, no esplendor de quase 30 anos de idade, não negava fogo aos onanistas que povoavam as salas de cinema. Era absolutamente generosa no que se referia ao quesito "exibição ampla, geral e irrestrita de dotes físicos" para os atletas sexuais solitários que povoavam as primeiras fileiras das salas de cinema. Seus seios fartos magníficos estão eternizados em 35mm, tanto em filmes policiais vagabundos quanto em produções abastadas como "Magic" (de William Goldman) e "Joseph Andrews" (de Tony Richardson).

Para mim sempre foi um deleite (sic) imenso estar diante dos peitões de Ann Margret. Tanto aos 13, aos 16 ou aos 30, quanto agora, aos 46 anos de idade.

Enquanto Rachel Welch e outras musas americanas da época apenas sugeriam cenas de nudez, Ann mostrava tudo o que sua estonteante silhueta escondia. Sem miséria.




Claro que havia o outro lado de Ann: o da Sessão da Tarde, como a "teen idol" favorita de 9 em cada 10 americanos.

Acreditem: Ann Margret, aos 20 anos de idade em meados dos anos 60, em filmes como "Bye Bye Birdie" e "Viva Las Vegas", era de uma beleza bruta inacreditável -- uma verdadeira força da natureza.

Ruiva, com jeitinho enganosamente ingênuo de moça de família, mas com um sex-appeal fortíssimo para os filme pueris que costumava fazer, Ann rapidamente chamou a atenção da América e do mundo.

Afinal, não era apenas um rosto bonito e um corpo exuberante. Podia também cantar e dançar. E ao longo dos anos foi-se transformando em uma atriz no mínimo interessante.

Dizem que era craque em dar nós nas cabeças de seus namorados.

Bob Fosse brigou para fazer dela uma artista múltipla. Quase enlouqueceu, mas conseguiu.

Já Elvis Presley tentou reduzí-la a sua coadjuvante, e de quebra ainda tentou se casar com ela. Quebrou a cara.

Verdade seja dita: desde Rita Hayworth uma ruiva não causava tanto furor no imaginário masculino de Hollywood.



Não faz muito tempo, vi Ann Margret, já com bem mais de 50 -- mas ainda um mulherão, esbanjando sensualidade --, fazendo par com Alan Alda em uma de suas simpáticas produções cinematográficas rodadas em Nova York. Ann ainda dava um caldão.

Só de uns 10 anos para cá, já sessentona, dividindo a cena com Jack Lemmon na série de filmes "Dois Velhos Rabujentos", é que ficou evidente que o tempo havia passado impiedosamente por cima de Ann Margret.

Mas não se engane: nos olhares intensos e ao mesmo tempo ternos que ela compartilha com Jack Lemmon e Walter Matthau nesses filmes, ainda dá para reconhecer nela a mesma pegada forte e marcante daquela jovem ruiva que levou tanta gente à loucura em outras épocas.

Eu, por exemplo.

Você não?